Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Zombie Walk 2009 - FAIL!

Pelo menos, em São Paulo, o de 2009 foi bem FAIL!


Até ano passado, era no MASP! Todos estavam preparados para ir lá no MASP e começar a caminhada até a porta das baladas. Muita gente até ia pras baladas em seguida, e as casas de shows e de videos noturnas estavam se preparando, pois geralmente finaliza por lá, mas, vejam só a surpresa da galera:

2009 - Ao invés de ser na Paulista, a marcha dos zumbis mudou-se apra a Praça do Patriarca, e terminaria na Praça Roosevelt! Mas, nem todo mundo entra na internet para ver estas informações! Todos se interessam em saber horário apenas. Nisso, muita gente se enturmou no MASP mesmo, e ficaram com cara de babaca, esperando começar. Teve uma pequena turma (comigo no meio) que se enturmou em 11 pessoas até 4 da tarde na Praça do PAtriarca (sendo que era pra começar a concentração ás 15h00). ás 16h00 chegou parte da organização (5 caras vestidos de Zumbis com uma bandeira feinha do Zombie Walk).

Aproveitei pra filmar algumas cenas para 2 ou 3 filmes. Uma cena de luta com zumbis para o "Homens de Portugal 3" (sim, eu fui convidado a participar do terceiro filme), além de 2 filmes sobre Zumbis, monstros e mortos-vivos em geral.

Cenas gravadas, fome e sede, calor infernal, sem chuva nem garoa, realmente, foi um inferno! Até beijo com minhas amigas rolou! Bom, ainda acho que o beijo mais doce foi justamente o mais lambuzado de sangue artificial! heheheh... Sangue feito de mel (estilo Syrup) misturado a groselha e corante vermelho de bolo!

Bom, muita gente se perdeu, porque itinerário mudado sem aviso prévio, o avisod e troca de local foi feito muito em cima da hora (menos de 1 mÊs no ar o novo mapa), dentre outras gafes...

Nem preciso dizer que diminuiu muito, mesmo ainda tendo MUITA GENTE nesta caminhada, não é mesmo? Ano passado, umas 5 mil pessoas, este ano, umas 3 mil, isso por causa da confusão de locais e horários, e do clima também!

Sou um fã entusiasta, e mesmo em eventos ruins, eu acabo indo, principalmente sobre terror, zumbis, etc. Mas, este ano, mesmo ficando até o final (e mais tempo até que o final), ainda assim, achei bem FAIL este ano! Espero que ano que vem melhore!

Se eu for aceito na organização do próximo, com certeza farei com que melhore DRASTICAMENTE, afinal, fã que é fã, sabe o que se deve ou não fazer para agradar outros fãs! Senão, farei parte mesmo da "caminhada oposta", também de Zumbis, que provavelmente será feita ano que vem, paralela á Zombie Walk (provavelmente em outra data).

Bom, muita gente se divertiu, revi muita gente que não via há meses (e alguns casos, anos), zoewi, gritei, dancei, filmei, etc... Devido ao desânimo do povo,e á quantidade muito pequena de zumbis, e enorme de cosplays de Mario, Gothic Lolitas e Bruxinhas, e sempre reclamando "não nos sujem", achei que o povo perdeu o espírito do ZOMBIE Walk. É ZOMBIE, é SUJO, é SANGUE VOANDO! Se é pra ficar uma coisa "bonitinha e limpa", melhor fazer OUTRA caminhada só pra isso, oras! Tem de entrar no espírito, tem de parecer um demente gemendo mesmo, tem de haver CÉREBRO, CERVEJA e muita ZOAÇÃO!

Ano passado, estive usando uma maquiagem/máscara temporário profissional, parecendo MESMO estar PODRE! Este ano, fui de "Dexter - Nerd Caçador Machucado do Bad Taste/Nausea Total do Peter Jackson dos anos 80 misturado ao CJ de Madrugada dos Mortos", e ainda assim, entrei no clima!

Se eu achar alguma foto minha, publico depois, mas, garanto que pouca gente realmente seguiu o espírito, como até ano passado seguiam! Senti falta de sangue artificial, de maquiagens,e tc. Vi mais gente normal, ou de COSPLAY COMUM DE EVENTO DE ANIME do que de Zumbi ou de algo a ver com filmes de terror ou mortos vivos!

Procurando MUITO, vi 1 cosplay de FOFÃO (minha amiga MIKA fez o favor de dizer que o Fofão morreu com a geração dos anos 80), 2 cosplays de Jason Vorhees (sendo 1 deles, um amigo meu, Bruno, o mais convincente, que no final passou mal de fome, 3 freddy Kruegger (1 era o Tio Kiba), 3 Michael Jacksons (mas o único que sabia dançar direito não estava fantasiado), e 38 Zumbis. O resto eram COSPLAYERS de Gothic Lolita, Bruxinha, Super Mario bros, Robotnik, Pancho Villa, etc.

Tá faltando BOM SENSO nesse povo! Está se tornando um evneto de anime isso, teve gente na concentração perguntando se iria ter concurso de cosplay. E houve Batalha Campal por lá! O_O

Esperava muito mais por este ano... Espero que o próximo seja melhor... Espero mesmo!

YATTA!

bye-Q!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Abrir mão ou não...


Todas as manhãs, é a mesma coisa... Abrir os olhos, virar pro lado, querer ficar mais 5 minutos na cama, sentir o frio no pé, o calor na cabeça, e me levantar...

Nunca que eu imaginaria que um dia aquilo fosse mudar. Não que eu não quisesse, mas, há certas mudanças que, realmente, não dá para gostar, quando drásticas demais...

Tudo começou em um fatícido dia... Estava eu, caminhando e assoviando, com as mãos nos bolsos da bermuda azul-marinho, com o bolso esquerdo rasgado ao fundo, e não havia rumo, ou horário. Estava eu, perdido em meus pensamentos, caminhando sem parar, dando voltas pela cidade.

Não tem muita explicação para quando algo sobrenatural vem e nos acontece. Este foi um destes momentos inexplicáveis. Aonde eu encontraria palavras para descrever algo assim, tão... Ok, não tenho MESMO palavras que indiquem o que há de sentimentos para este momento! Nem ao menos poderia dizer se é sentimento bom ou ruim. O que vi, pode ter mudado minha vida para sempre!

Santa Ifigênia, em um dia comum, em plenas 3 horas da tarde. Dentre as lojas de eletrônicos, havia uma pequena e singela loja, meio escondida, com um vendedor simpático, porém, de olhar misterioso. Nada se entendia, parecia que estava falando LATIM. Não entendo nada de latim, a não ser aquelas velhas frases engraçadas utilizadas em séries de terror e ficção, como se valessem mesmo para algo. Resolvi comprar um celular novo, baratinho, mas, estava sem grana. O vendedor, de modo duvidoso, chegou e me puxou para dizer em voz baixa:

- "O que você precisa, não tem por aqui. Sei que está com muito tempo livre, então, venha comigo ao depósito, que eu lhe mostro o que procura!"

PEnsei comigo mesmo "Esse negócio não está me cheirando bem". Tudo bem, pode ser que eu apenas tenha sentido o cheiro do mendigo que gritava palavras sobre Deus e frases sem sentido na porta da galeria ao lado da pequena loja escondida, mas, ainda assim, algo estava errado.

Algo dentro de mim me fez realmente seguir, mesmo que desconfiado, aquele vendedor. Chegando ao depósito escuro, na rua ao lado, uma pequena viela aonde não se via uma única alma viva, nem se ouviam sons, me senti em um episódio de "Além da Imaginação". Quem me dera fosse simplesmente um "episódio", e não a minha própria vida mesmo.

Chegando ao tal depósito, percebi que o ar estava diferente. Era quente, rarefeito, meio úmido e cheio de pó. Tentei segurar a tosse e os espirros com uma força sobre-humana. Ao chegarmos ás caixas de papelão, antes de abrí-las, ele se virou para mim, e perguntou: "Você abriria mão de algo, caso uma troca fosse necessária?"

Para mim, esta pergunta era uma coisa tão banal. Imaginava que seria uma troca de celular por celular, ou mesmo a troca de grana por um celular não registrado. Tanta gente compra mercadoria roubada, por ser mais barata, eu não seria o primeiro, nem o último, e muito menos seria preso por algo tão pequeno! Lógico que no impulso, respondi que sim!

De dentro da caixa, um celular simples, compacto, saía, lacrado, com cara de novo. Perguntei o preço, mas, o vendedor continuava apenas mostrando, e dizendo "igual a este, jamais encontrará novamente!". Não entendi o que ele quis dizer na hora, pois já havia visto um modelo parecido, mas, com menos funções do que o que ele havia mostrado.

Dizem que, fazer negócios assim, podem acabar tendo problemas de comprar gato por lebre... O seria outro ditado? Posso estar me confundindo, mas, resolvi levar o tal celular. O preço? Bem, o cara sumiu, como se nunca estivesse por ali.

Nem me liguei na hora, mas, depois vi que havia uma pequena marquinha, quase imperceptível, no canto inferior direital, o do celular, da telinha. Algo parecido com uma bolinha com chifres, ou pode ser apenas um risquinho mesmo. Na hora, não dei importância mesmo, afinal, ele estava funcionando mesmo!

Ao primeiro uso, som perfeito como não havia ouvido antes. Ao finalizar a ligação, um BIP toca. Olho para a tela, e lá diz: "faltam apenas 9 ligações". Me surpreendi. Faltavam 9 ligações para acontecer O QUÊ
? A dúvida ficou pairando sobre minha cabeça.

Resolvi fazer minha segunda ligação, mas, ninguém atendia. Ok, talvez não houvesse ninguém na casa na hora. Mas, com isso, ao desistir da ligação, tocou outro BIP e mais uma mensagem: "Faltam apenas 8 ligações".

Minha preocupação aumentava. Faltavam aquele número de ligações PARA QUÊ
? O que iria acontecer, após as ligações restantes? A curiosidade aumentava, em progressão geométrica áo medo!

Em minha terceira ligação, liguei para meu chefe, que estava para pegar um avião. Além de desejar boa viagem, iria lhe pedir uma lembrança da viagem. O vôo ocorreu no horario exato, tudo nos conformes. Após desligar, novamente outra mensagem de "Faltam apenas 7 ligações".

Á medida que eu ia precisando falar com alguém, os numeros baixavam. Quando fiz a nona ligação, foi justamente porque eu recebi o recado de que todas as pessoas para quem liguei, tiveram problemas, ou acidentes, ou de saúde, e foram parar no memso hospital. Na décima ligação, foi par ao hospital, pra entender o que estava acontecendo. Quando a enfermeira que atendeu estava para me dizer algo sobre o ocorrido, gritos, e de repente, o telefone ficou mudo!

Tive medo de olhar quando bipou novamente. A curiosidade era grande, mas, sempre que eu ligava e olhava, algo ruim acontecia. Fiquei pensando comigo mesmo: "É só um mau dia, tudo vai melhorar!". Meus olhos estavam incontroláveis. Eu estava suando frio, precisava saber o que iria acontecer...

Lentamente, fui virando a cabeça e o olhar em direção ao celular... Me deparo com a primeira mensagem diferente das anteriores: "Vamos fazer a troca agora
? O pagamento pelo celular, e pelas almas de seus amigos e entes queridos pela sua alma!"

O nervosismo tomou conta de mim. Entrei em estado de choque. E hoje, estou aqui, amarrado á esta cadeira de rodas, enfaixado e com camisa de força, acusado de terrorismo e exposão de uma bomba no hospital central.

Não sei o que houve, só sei que não sinto mais minha alma em meu corpo como antes... Não a sinto...

ass: Unna Bamba

sábado, 3 de outubro de 2009

O CORVO (Edgar Allan Poe / Fernando Pessoa)


      O CORVO
      *

      (de Edgar Allan Poe)

    Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
    Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
    E já quase adormecia, ouvi o que parecia
    O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
    "Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

    É só isto, e nada mais."

    Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
    E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
    Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
    P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

    Mas sem nome aqui jamais!

    Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
    Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
    Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
    "É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
    Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

    É só isto, e nada mais".

    E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
    "Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
    Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
    Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
    Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

    Noite, noite e nada mais.

    A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
    Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
    Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
    E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
    Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

    Isso só e nada mais.

    Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
    Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
    "Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
    Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
    Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

    "É o vento, e nada mais."

    Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
    Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
    Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
    Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
    Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

    Foi, pousou, e nada mais.

    E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
    Com o solene decoro de seus ares rituais.
    "Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
    Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
    Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
    Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
    Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
    Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
    Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

    Com o nome "Nunca mais".

    Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
    Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
    Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
    Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
    Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
    "Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
    Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
    Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
    E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

    Era este "Nunca mais".

    Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
    Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
    E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
    Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
    Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

    Com aquele "Nunca mais".

    Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
    À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
    Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
    No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
    Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

    Reclinar-se-á nunca mais!

    Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
    Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
    "Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
    O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
    O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
    A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
    A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
    Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
    Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
    Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
    Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
    Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
    Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
    Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
    No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
    Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
    E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

    Libertar-se-á... nunca mais!

    Fernando Pessoa

* Traduzido de The Raven, de Edgard Allan Poe, ritmicamente conforme com o original.

YATTA!

bye-Q!

Dudjinka


Quem está lendo aqui (Tempo Real)

PORTA CURTAS - Festival do Rio 2009