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sábado, 30 de agosto de 2014

A rota secreta da história de uma vida

A rota secreta da história de uma vida
Sempre aprendi muito com a vida. Altos e baixos, momentos bons e ruins, situações que mudaram meu destino. Mas, olhando para trás, vejo uma enorme estrada, cheia de desvios, caminhos diferentes, e consigo notar que segui uma rota, que formava um desenho diferente.

Quem diria que um dia eu chegaria aonde estou, da forma que cheguei, passando por tudo que passei, não?

Ao invés de escolher os "caminhos fáceis", como jogar futebol para entrar em algum time, e ficar milionário até quebrar os ossos e me tornar um inútil cheio de filhos e devendo até as cuecas, como muitos tentam, ou da política, aonde se esconde dinheiro na cueca, ou mesmo pseudo-comediantes, que usam de piadas ruins e de baixo calão para ganharem rios de dinheiro de um povo que ri de qualquer coisa sem graça e não curte a comédia real, botando quase como deuses e com "comendas" sem sentido, eu preferi me jogar ao mundo da honestidade, aonde é mais difícil sair da pobreza, e poucos assim o fizeram.

Enquanto todos sempre pulam pro recheio, vou comendo pelas bordas, de pouco em pouco, traçando o meu caminho. Muitas vezes, se esquecem da existência da borda recheada, e lá estou eu, aproveitando bem o sabor dela.

Ah, o mundo não está preparado para evoluir. Ou melhor, o planeta está, mas, sua população humana é que não está. Logo as coisas irão mudar, os pensamentos, os costumes, como sempre aconteceu. O que antes era certo, hoje é errado, lá pra frente pode ser que ambos estejam certos ou errados, nunca se sabe. Só saberá quem viver até lá.

Tracei um caminho árduo, sem certeza de chegar até o final, mas, lutando pelo que acreditava, sem pisar em ninguém. Muita gente pisando em mim, e eu ali, me levantando sempre que era derrubado. Forte, eu? Talvez não, apenas persistente.

Dizem que brasileiro não desiste nunca, mas, já vi a maioria desistir rápido demais. Eu não poderia me considerar brasileiro, ainda mais depois de declarações de pseudo-artistas dizendo que TODO BRASILEIRO gosta de... (aí, entram palavras de coisas que eu não gosto, e jamais gostarei). Como eu poderia ser brasileiros e TODO BRASILEIRO gosta de tudo que eu não consigo gostar?

Não sou de lugar nenhum, não sou brasileiro, não sou estrangeiro. Sou de lugar nenhum, e nenhum de nós tem lugar para ir, nem de onde vir.

Quem sou eu?
Não há definição!

SOU A LIBERDADE!
texto: Henrique Takimoto Jasa
segunda-feira, 23 de junho de 2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ラブストーリー - When everything needs to end, but only starts again and again!

奇妙な愛の物語

Ela disse que o amava, mas que não podia ser dele. Ele a amava, e não podia estar com ela. Ambos estavam livres, desimpedidos, e suas famílias se gostavam. Nada os impedia de ficar juntos, exceto o medo que ambos tinham.

Ele sofreu, ela sofreu. Ele teve pesadelos, ela os tornou realidade. Ela não queria fazê-lo sofrer, mas, cada ato dela, piorava para ele. Ele não queria mais amá-la, mas seu coração o obrigava a continuar.

Juntos eram indestrutíveis, separados, eram fracos. Tinham a maior amizade que poderia existir, faltava apenas deixarem florescer o amor.

Fatos, distorcidos pelas palavras de terceiros quase os separaram, várias e várias vezes, muitos tentaram os separar. Se afastavam por um tempo, mas, algo sempre os unia novamente; não havia nada que os separasse definitivamente.

Por dentro, se amavam, por fora, demonstravam sem querer, até mesmo, sem perceber. Todos á volta notavam, menos eles. Parecia um amor impossível, mas, era mais possível e próximo, talvez até mais "inevitável" do que eles imaginavam...

Qual será o final desta história? Somente o tempo dirá...

ass: Henrique Takimoto Jasa (Yatta) - publicado originalmente quinta-feira, 10 de julho de 2014 no meu blog pessoal

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Moto

A Moto

 Era fim de tarde, o crepúsculo brilhava de rubro vermelho os céus, logo a temperatura caia fazendo um pouco frio, mas o sol brilhava seus últimos instantes no céu. O céu estava limpo podendo ser vista as nuvens encarneiradas podia-se ver nitidamente um avião ao alto por entre elas.

Aquele friozinho arrepiava minha nuca forçando-me á entrar em casa mais cedo, aproveitei e comecei a ler um ...livro cuja leitura eu adiara por muito tempo. Subitamente meu cachorro começou a latir, eu não conseguia me concentrar na leitura. Lá fora um som do escapamento de uma moto atordoava toda a minha concentração.

Olhei por uma fresta da janela de minha cozinha e então vi a roda de trás de uma moto acelerando bem na frente do meu portão.- Bolas! Pensei comigo mesma, por que este chato tem que acelerar justamente na frente da minha casa? A moto começou lentamente a andar para trás, eu finalmente ia ver quem era o sujeitinho inoportuno que estava nela.

Naquele instante meus dedos ficaram rígidos na janela, meu coração está gelado e meus olhos encheram de água. O arrepio do medo agarra meus cabelos como um imã. Não tinha ninguém na moto. Ela simplesmente virou a direção, acelerou e foi embora, diante dos meus olhos... Uma moto andando sozinha, ou guiada por um espectro invisível vindo não sei de qual dimensão... Quem acreditará em mim??
 
texto: Dalson Ricardo Cardoso

O Espectro

O Espectro

 O relógio corre rápido, afinal o amanhã será um dia cheio e aqui estou eu, deitado em minha cama, buscando repouso e imerso em pensamentos confusos no entardecer.

 Minha mente divaga sobre os mistérios, existirão fantasmas? Haverá vida após a morte?

 Os últimos raios do sol penetram pela janela do meu quarto, não há ninguém aqui em casa, apenas eu.

 Esses pensamentos mórbidos assolam minh...a mente, não sei por qual razão penso nisso agora, estou tão confusa...

 O único som que ouço são as batidas do meu coração, agora mais forte, mais forte, penso comigo mesmo, o que eu faria se visse um fantasma? Se o sobrenatural me tocasse, mesmo que por apenas um instante... Como eu reagiria?? Como você que está me ouvindo reagiria?
Olho para a porta do meu quarto, as trevas avançam rapidamente, o crepúsculo se vai dando lugar as sombras da noite.

 Meu Deus!!!! Está ali!!! entrando pela porta, uma mulher, com o vestido vermelho, ela vem em minha direção sem emitir nem um barulho, seus pés não tocam o chão, pois ela não tem pés, apenas flutua, ela vem em minha direção, meu coração estremece, bate assustadoramente. Dos meus olhos escorrem lágrimas de medo. Ela apenas vem em minha direção. Isso é o suficiente para gelar minha alma como em um tétrico pesadelo.

 Some com a rapidez que apareceu.

 Nunca mais quero pensar em fantasmas novamente.
texto: Dalson Ricardo Cardoso

domingo, 6 de julho de 2014

Alguma Coisa Lá em cima (de Dalson Ricardo Cardoso)

Espero que goste!!
Alguma coisa lá em cima

Eu moro em um prédio perto de uma faculdade de São Paulo. É um prédio pequeno de dois andares com vários apartamentos pequenos de um dormitório cada em cada andar, incluindo o térreo, que o dono aluga exclusivamente para estudantes, de São Paulo e do interior. Todos do prédio se conhecem e são bem amigos. Esse prédio não tem elevador, já que só tem dois andares. Na verdade... existe um terceiro andar, mas só tem uma sala enorme que é usada como depósito.

E é nesse depósito que se encontra o fantasma do prédio. Se bem que fantasma não estaria muito certo, está mais para demônio. O prédio tem várias regras, mas a que se da mais ênfase é "NÃO ENTRAR NO DEPÓSITO DO TERCEIRO ANDAR, NEM SE QUER ABRIR A PORTA" Ninguém sobe lá em cima.

Aparentemente essa entidade, fantasma ou demônio (o que você preferir) deu uma dor de cabeça boa por muito tempo, até que alguém conseguiu "trancar" ele lá em cima no terceiro andar. Parece que foi um residente que ficou aqui por um tempo, e dizem que depois que ele "trancou" o demônio lá em cima ele falou que ia embora e que não voltava para o prédio. Ele cortou completamente o contato com os amigos que ele tinha feito aqui e hoje em dia ninguém sabe onde ele está.

O zelador raramente entra lá dentro do depósito, só quando ele realmente precisa ir lá. E quando ele vai, ele não demora mais do que alguns minutos. Ele entra correndo e sai voando de lá de dentro.

Como nesse prédio é todo mundo estudante eu sempre pensei que era mais uma história só para assustar os mais novos ou para assustar o pessoal que chega do interior (o que é bem comum aqui), até o dia que eu estava estudando com um cara que mora no segundo andar. O quarto dele fica bem em baixo de onde está o depósito. Nós estávamos lá quietos, estudando, quando eu comecei a ouvir barulhos no andar de cima.
Eu olhei para ele e falei "eu achei que o Silva (o zelador) tinha viajado essa semana" ele olhou para a minha cara e falou "o Silva viajou" ai eu falei "e quem está no lugar dele?" "ninguém, não tem ninguém cobrindo ele" ai eu parei, pensei um pouco e arrisquei "e quem está lá em cima no depósito?" O meu amigo parou de ler o livro, olhou para a minha cara e falou "Não é quem, é o que." Eu falei para ele poder esquecer aquele papo de demônio no depósito que comigo não colava, ele perguntou quem podia ser, se só o Silva tinha a chave de lá e ele estava viajando. Ele falou que se eu estivesse pensando que era rato ou gato que era para prestar atenção no som. Era o som de algum a coisa grande andando, e de vez em quando arrastava alguma outra coisa. O que era realmente verdade. O que fazia aquele som não era nenhum rato ou qualquer outro animal. Ele falou que já tinha reclamado com o Silva do barulho, que as vezes acordava ele no meio da noite, mas o Silva falou que não podia fazer nada. O meu amigo pediu para o SIlva levar ele até lá em cima, para ele mesmo ver o que era. Ele encheu tanto o Silva que ele acabou levando o meu amigo. Quando o Silva abriu a porta, o depósito estava completamente gelado. Dava para ver a respiração saindo da boca, e era verão! O meu amigo perguntou se tinha algum ar condicionado ligado lá dentro e o silva falou que não, e que quando tava frio assim era bom não deixar a porta aberta. Quando o Silva estava fechando a porta, o meu amigo conseguiu dar uma última olhada lá dentro, e ele jura que viu uma sombra escura lá no fundo, indo na direção da porta. O Silva trancou a porta e foi embora enquanto ele ficou mais um tempinho lá para ver se ouvia algo. Quando ele estava virando para ir embora, ele viu a maçaneta da porta girar bem devagar, como se tivesse alguém testando para ver se a porta estava destrancada. Depois que ele viu isso ele saiu correndo e nunca mais voltou lá para cima.
Eu já perguntei para o Silva, e ele não gosta de falar sobre o que tem lá dentro. É muito difícil conseguir fazer ele falar alguma coisa sobre o assunto. A única coisa que ele repete sem parar é "não é para ninguém ir mexer lá em cima."

Eu tenho mais algumas histórias sobre esse "demônio", mas eu só vou contar mais uma agora. É sobre uma garota, que morava aqui antes de "trancarem" o coisa ruim lá em cima. Parece que ela morava no apartamento que ficava bem de frente para a escada que sobe para o terceiro andar. Numa noite de sábado, quando quase todos do prédio tinha saído para se divertir, só ela e mais alguns poucos ficaram lá. Ela estava no computador fazendo um trabalho quando ela ouviu passos pelo corredor. Nada de anormal, ela não era a única que tinha ficado no prédio. Mas então bateram na porta de um dos apartamentos vazios. Ninguém atendeu. Bateram na porta de outro. Também não tinha ninguém. Foram batendo de porta em porta (ela era a única pessoa do segundo andar que tinha ficado). A essa altura ela já estava meio assustada achando que podia ser ladrão. Então bateram na porta do lado do apartamento dela. Ela ficou olhando para a porta, esperando baterem na porta dela, mas ao invés de baterem, ela viu a maçaneta girando. Ela estava com o coração na boca, e então bateram na porta. Mas não foi como a batida dos outros. Nos outros apartamento parecia só que tinham batido com os nós dos dedos, na porta dela parecia que estavam dando chutes com uma fúria incrível. A porta tremeu completamente. Ela correu para a cozinha. Da cozinha ela podia ver a porta da frente. A luz lá fora estava acesa e ela podia ver a sombra dos pés de alguém pelo vão que tinha embaixo da porta. Um tempo passou e quem quer que fosse ainda estava lá. Ela resolveu olhar pelo olho mágico quem era, na esperança que fosse alguma brincadeira idiota de alguém do prédio.
Quando ela olhou, ela viu uma sombra escura e disforme na frente da porta dela, que tinha dois olhos vermelhos. Quando ela começou a olhar, a sombra estava longe da porta, quase na escada. Então ela começou a se aproximar, como que se soubesse que a garota estava lá na porta olhando ela. A garota soltou um grito que chamou a atenção do prédio inteiro. O pessoal que tinha ficado aqui saiu correndo para ver o que era, e encontraram a porta aberta, com a garota desmaiada no chão, com duas marcas roxas nos pulsos dela, como se alguém tivesse agarrado ela com muita força. Ela falou que só lembra de ter visto a sombra se aproximar da porta e de gritar. Depois disso ela só lembra de estar todo mundo do lado dela no apartamento. Sem falar que ela estava com a porta trancada e com a correntinha, e não tinha sinal nenhum de entrada forçada. No dia seguinte ela foi para a casa de uma prima dela que mora aqui em São Paulo e só voltou para cá para pegar as coisas dela.

Depois disso que o tal cara "trancou" de algum jeito o demônio no depósito. Eu nunca cheguei a ver nada, a não ser uma vez que eu dei uma de curioso e subi para o terceiro andar para ver se via alguma coisa. Quando eu encostei na porta ela estava completamente gelada, como se fosse a porta de um freezer industrial. Eu sai correndo de lá na hora.

E é isso. Essa é a minha história. Mesmo não tendo visto o fantasma, demônio ou entidade (de novo, o que você preferir) eu já tive provas o suficiente de que realmente tem alguma coisa naquele depósito. Eu não sei o que, mas tem alguma coisa lá em cima.

O ASSALTO (de Dalson ricardo Cardoso)


O ASSALTO

“Cadê o Geral, cadê o Geraldo?”. Escuto meu nome ser proferido aos berros do lado de fora da minha porta, mas não entendo por quê. Levanto e vou até a porta, para ver do que se trata. Abro a porta, saio confuso e sinto algo gelado forçando minha têmpora direita. Na minha frente está minha secretária ajoelhada e um homem de capuz preto na cara, que segura uma arma contra a nuca dela. Ain...da sem entender o que acontece, olho pra direita pra tentar achar a coisa que incomoda minha cabeça: é outra arma, outro bandido de capuz preto na cabeça. Ele diz "Ajoelha" pra mim e minhas pernas obedecem antes da cabeça mandar. "Tu que é o Geraldo?", ele grita, e antes de eu responder, Letícia de súbito diz que sim, que sou eu o gerente do banco e o único que pode dar o dinheiro que eles querem.
Tantos anos sendo minha secretária e nunca pensei que ela me trairia desta forma. O verdugo que a mantém genuflexa me olha e diz: "É ele", apertando em seguida o gatilho da arma que estava sobre a cabeça de Melissa: BLAM! O barulho seco do tiro abafado pelo crânio dela deixa o som das vozes abafadas, por alguns segundos só escuto um zunido. A luz intensa que sai do cano da arma deixa minha vista branca e o cheiro do sangue, da carne e da e pólvora me baixam a pressão instantaneamente.

Como cheguei até aqui? Esta é a vida que eu imaginei ter? Eu queria ser bombeiro. Era apaixonado por caminhões de bombeiros e suas sirenes, me imaginava de farda, combatendo o fogo. Sempre que brincava com meus amigos eu era quem salvava as vítimas. Depois pretendi ser médico, salvar pessoas, me tornar pediatra - ou geriatra -, resolveria problemas graves. Abandonei a ideia no segundo semestre da faculdade, mas foi lá que eu conheci meu primeiro e verdadeiro amor, Cíntia. Ela era linda, tão tímida que encantava qualquer um. Fazia enfermagem, só que sonhava mesmo em ser médica, pediatra ou geriatra. Foi aí que me apaixonei, mesmo que desapaixonara da medicina. Acho que permutei as paixões. Saímos algumas vezes até eu perceber que ela também estava apaixonada - apesar de eu ter desperdiçado um sonho que era dela. Comecei a estudar administração, pois ainda estava à deriva e não sabia bem o que iria fazer da vida após ter o sonho interrompido pela desilusão. Comecei estagiando em bancos, e fui aprendendo com meus amigos a praticar pequenos furtos. Me formei, fui efetivado em um grande banco, mas, depois que Cíntia descobriu meus planos de fazer um golpe grande, terminou nosso relacionamento e nunca mais nos vimos. Disse que não me conhecia, que eu não era quem ela pensava ser, um altruísta, filantropo, alguém ético e correto. Eu queria poder, dinheiro, posição, era e sempre fui ambicioso. Ela nunca entenderia, por ser inocente e ingênua demais. Esse é um mundo de Geraldos, não de Cíntias.

Por já ter certa posição no banco e conseguir muito dinheiro desviando aposentadoria de velhinhos, casei com a filha de um influente senador. Ele me promoveu a gerente do setor de empréstimos da maior agência do banco no estado, o que me deu margem para desviar grana grande. Foi uma maneira de o senador dar melhores condições de vida à sua filha, indiretamente. Contudo, apesar de estar feliz com minha vida financeira, nunca fui feliz com minha esposa arranjada. Ela também não deve ter sido, pois foi praticamente forçada a casar-se comigo. Tivemos apenas um filho, que parou de estudar quando foi para uma universidade na Holanda e agora é um drug dealer na zona vermelha.

Se arrependimento matasse… ou melhor, se arrependimento evitasse que a gente morresse como agora vai acontecer comigo! Eu viveria outra vida. Aliás, eu voltaria a viver a vida antes do primeiro desvio, antes do primeiro golpe, encontraria Cíntia e tentaria mostrar o que estou sentido agora, no momento em que estou para morrer. Diria que sinto novamente meu amor por ela, o quanto estive errado e como minha vida foi de fato da forma como ela prognosticou naquele dia em que nunca mais a vi.

Queria tanto não morrer agora, como Melissa, que foi sumariamente descartada por não ser quem essa gente procurava. É assim que um homem arrependido deve morrer, pelas mãos de assassinos frios que só querem dinheiro?

Recobro minha vista com um tapa na cara, e o sujeito me manda levantar. Querem que eu abra o cofre. Tento dizer que não tenho a chave, mas eles mostram saber mais da minha vida que minha própria esposa. Pego a chave codificada. Há cinco milhões de reais no cofre do banco. Com esse dinheiro eu poderia dar uma vida de rainha pra Cíntia, fazer dela a mulher mais feliz do mundo, pra que ela me fizesse o homem mais realizado. Pagaria sua faculdade de medicina, se ela já não fosse médica, e ela se tornaria geriatra, ou pediatra, e cuidaria de mim quando envelhecêssemos, e teríamos dois filhos com os olhos dela, uma casa de campo na serra, uma poltrona confortável à beira de uma lareira. Mas esse dinheiro agora não poderia mais ser meu, nem do banco, nem dos verdadeiros donos, pois os homens encapuzados (que conto por alto serem cinco, portanto um milhão para cada, o que seria justo, uma vez que assaltam juntos o maior banco do estado, cujo gerente é um dos homens mais sujos do país) agora vão levar sem nenhum esforço. Enfio a chave trêmula, giro e estalo! Trinta e dois pra direita, sessenta e cinco pra esquerda, estalo! Setenta pra direita, vinte e quatro pra esquerda, estalo! Trinta e nove pra direita e, e, e... e qual é a merda da última dezena? Cinquenta e cinco? Cinquenta e seis? "Vai duma vez, cacete. Droga, vou explodir essa merda", diz o mais impaciente deles. Ele olha pra mim com raiva, fecha o rosto. Reluz no vidro dos seus olhos um brilho intenso: BLAM! O brilho é do fogo da arma que ele apontava pra mim, e que agora empurra a mão dele contra seu corpo. O barulho da explosão ecoa entre minhas orelhas, e sinto um doce perfume misturado à pólvora e à fumaça: é o cheiro do sangue que me escorre pela face.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Conto: Energia sugada e restaurada (A Sucubo)

Dei um cochilo...

De repente eu sentia tudo, mas não conseguia me mexer, nem abrir os olhos, nem falar...
Respiração fraca, senti como se minha língua estivesse inchada...
E fiquei aflito ao não poder me mexer...
Depois de muito esforço, e desistência, minhas forças foram voltando devagar, e pude levantar a cabeça, depois o braço esquerdo...
E agora todo o resto...
E meu corpo só se mexeu após ela me mandar uma mensagem...

"Estou com saudades", dizia a mensagem.

Paralisia temporária, ou energia sugada? Qual o poder que ela tem sobre mim?

Outro dia, me disseram que ela seria uma Súcubo, e que estaria coletando a minha energia de alguma forma. Não queria acreditar, mas, o que viria a acontecer desde então, me faz começar a repensar o caso...

Tudo começou quando a conheci. Ela era bonita, e me chamou a atenção, mesmo não sendo a beleza de uma modelo, ou de alguma atriz. Ela tinha uma beleza própria, um brilho nos olhos, um sorriso que me cativava. Era uma garota normal, pelo menos é o que eu achava.

Eu nada sabia sobre ela, mas, quando trocamos as primeiras palavras, parecia que nos conhecíamos há muito tempo. Meu coração começou a sentir algo forte, que há tempos eu não sentia.

Seria uma nova paixão, neste coração duro e enferrujado? Seria uma grande amizade que estaria nascendo?

Cada momento conversando com ela, eu me sentia mais atraído, a cada palavra que eu ouvia da voz dela, meu corpo ia amolecendo, meu sorriso ia se abrindo, como nunca se abriu antes. Eu me sentia jovem outra vez. Não via o tempo passar, quando estava com ela.

Com o passar dos dias, fomos nos abrindo um pro outro, sobre coisas pessoais. As minhas, sei que eram reais, e que normalmente eu não deixava ninguém saber, mas, com ela, tudo parecia tão natural. As coisas dela, eu acreditava, pois ela falava com muita convicção.

Desde o dia em que a conheci, passeia  ter sonhos com ela. sonhos muito reais, como se ela estivesse mesmo ali, ao meu lado, durante cada sonho. Geralmente, ela aparecia em meu quarto, seja pra conversar, seja para apenas olhar, mas eu acordava me sentindo revigorado, como se estivesse novo em folha.

De repente, uma tarde, senti como se meu coração estivesse partido. Aquele sentimento de quando levamos um fora de alguém que gostamos por tanto tempo e finalmente tomamos coragem e nos declarar, e recebemos um "Não". Porém, não havia acontecido anda disso, para eu sentir aquela dorzinha no peito, e aquela vontade de chorar.

Resolvi me deitar. Eram 14h, mas, o ar do dia pareciam ser mais de 18h. Cochilei de tarde, mas, ao acordar, meu corpo não se mexia, eu sentia minha língua como se estivesse inchada, como um defunto no caixão. Meu corpo, eu sentia, mas, não mexia. Não havia como mexer, era como uma das famosas "Paralisias do Sono", quando acordamos, mas, o corpo não reconhece que acordamos.

Estava eu ali, deitado. Meus olhos parados. Meu corpo parado. A aflição, a agonia... Aonde estava a minha energia. Eu sentia que havia uma presença por lá, mas, não sabia se havia mesmo alguém. Comecei a sentir que não estava mais em meu corpo. Em certo momento, comecei a sentir que estava saindo do meu corpo.

Toca meu celular. Sinto como se estivesse "vestindo" minha alma com uma roupa (meu corpo), abro minha boca, meus olhos, aos poucos meu braço esquerdo volta a se mexer, e dou um tapa na minha perna pra ver se ela está lá, e pulo da cama. Era uma mensagem dela...

"Estou com saudades"...

Ao ler aquela mensagem, fiquei intrigado. Eu sentia como se aquelas palavras fossem em tom de deboche. Estavam apenas escritas, mas, era como se eu sentisse que ela mandou aquilo com outra intenção. Meu corpo era escravo dela. Mas, afinal... Será?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

EVerybody!

Era uma segunda-feira nublada
os passaros cantavam
pessoas se dirigiam para o trabalho
na banca, os jornais do dia mostravam noticias do dia anterior

Aí todo mundo morreu
FIM

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amor e Ódio - conto



História:

Um certo dia, o Amor e o Odio estavam brincando de esconde-esconde, e o Amor que iria procurar, mas assim que ele terminou de contar.

O Odio, muito sapeca furou os seus olhos, para que assim pudesse vencer a brincadeira, mas logo ele percebeu o que tinha feito, e se arrependeu profundamente, pois não queria fazer mal ao Amor, só o que queria era vencer a brincadeira.

Então como prova de arrependimento, o Odio jurou ao Amor que sempre estaria ao seu lado, de mãos dadas, para poder guia-lo…

E é por isso que o Amor é cego, e que Amor e Odio caminham lado-a-lado…

-FIM

segunda-feira, 7 de março de 2011

Filhos da Máfia - parte #001

Desde que criamos a sociedade e suas regras, houveram criminosos.Um criminoso se resume nisso: uma pessoa que não segue as regras da sociedade.
Começamos, então, a separar essas regras e definir quais os crimes piores, como o assassinato ou estupro.
Durante toda sua história o ser humano matou uns aos outros. Matava pela honra, pela defesa, pelo raiva, pelo preconceito e até mesmo por motivo nenhum.
Do nada aparece o dinheiro, e esse se tornou uma grande justificativa para matar. O crime chegou, então, num novo patamar.
Em busca de dinheiro e poder, e muitas vezes somando isso à honra e a família, surgiu a máfia.
A definição de máfia nos dias de hoje é muito abrangente e até ambígua. No entanto, tudo tem um começo… tudo tem uma história!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Estátua de Palhaço



Há alguns anos, dois pais saíram para jantar.

Algumas horas mais tarde, a babá estava vendo TV, quando se incomodou com uma estátua de palhaço do lado da estante,então decidiu ligar para o dono da casa, para perguntar o que aquela estátua estava fazendo la, o pai disse: “Leve as crianças para o quarto, la você me liga”.

A babá fez conforme seu chefe lhe pediu, e quando chegou ao quarto ligou para o ele de novo, e ele disse “Agora se tranque e chame a polícia, nós não temos estátua de palhaço”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um Amor Proibido!

Era uma vez, um príncipe. ele vivia em seu belo castelo, isolado do resto do mundo, em um lugar lindo, com flora e fauna bem diversa! Seu castelo  ficava em frente á nascente de uma cachoeira. Nesta nascente, havia uma plantação de cenouras.

Este jovem príncipe tinha força e poder para fazer tudo que quisesse, porém, a única coisa que ele queria era alguém pra compartilhar tudo o que ele tinha.

Ele gostava de caminhar e conhecer cada vez mais adentro da mata á sua volta, para se proteger de prováveis perigos, e reconhecer como a palma das mãos cada área que pudesse estar decorando!

Gostava de viver uma vida intensa, galopar, se exercitar! Bem ao melhor estilo que alguém poderia sonhar em viver! Comia do bom e do melhor, era inteligente, rápido, esperto, sagaz! Seu brilho era tão forte que ofuscava o brilho das estrelas, quando sorria e cantava!

Mas, para ele, a felicidade não era total. Ele se sentia muito sozinho, mesmo com todos os animais, bichos da floresta, as flores, as belezas naturais! De nada servia sua voz ecoar saudando a natureza, ou seus olhos contemplarem a magia de cada dia e noite que se via. Seu coração estava vazio e triste.

Ele sonhava com algo que achava impossível. Em seus sonhos, via uma imagem que jamais havia visto quando acordado, mesmo em todas as suas minusciosas buscas pelas matas e florestas. Em busca daquela imagem, da qual não conseguia explicar ou descrever, adoeceu, e em meio á delírios, resolveu se pôr a procurar mais adiante, e não descansaria até encontrar este, que agora seria seu objetivo de vida!

Em meio á sua procura, após dias de cansaço e tristeza, quase não tendo mais coragem de continuar, suas forças se esgotando, enfraquecido, desmaia e despenca de uma das cachoeiras nascidas de sua nascente em frente á seu castelo.

Seu corpo, muito fraco, porém ainda vivo, vagou boiando entre rios, até ser encontrado por uma jovem moradora de uma aldeia. Esta aldeia sim, escondida, com uma população razoável, em que todos respeitam e amam a natureza, á  ponto de darem á seus filhos nomes de partes da natureza. Esta jovem, que se sentia isolada, resolveu cuidar de sua febre, até que pudesse acordar e voltar a viver.

Ela vivia em sua moradia cuidando das ervas medicinais que seriam entregues aos curandeiros das aldeias próximas após tratadas. Ela se utilizou de algumas destas ervas para fazer melhorar o desfalecido príncipe.

Quando finalmente o jovem príncipe acordou, seus olhos ainda embaçados demoravam a enxergam o que tinha á sua frente. Quando a imagem teve foco, ele viu a jovem que o salvou. Achou que havia morrido e chegado ao céu! A jovem deu um sorriso ao ver que ele estava melhorando, e lhe ofereceu um chá de camomila, pois isso o acalmaria, pelo calor do momento.

Ele se apaixonou á primeira vista! Ele nunca havia visto tamanha beleza em lugar algum da natureza! Olhando para ela, veio á sua cabeça a imagem que ele tanto procurava, e que não sabia descrever!

Ao olhar atentamente para o braço da jovem, viu um lírio dourado amarrado á uma cordinha fina tirada de um cipó. Era a imagem que ele tanto procurava e não sabia descrever! Ele perguntou o que era aquela majestosa imagem que ele tanto sonhara.

Ela respondeu que aquele era um lírio. E ela o carregava porque seu nome viera daquele lirio de cor especial!
Seu nome era "Pequeno Lírio Nobre do Rio da Aldeia".

Maravilhado, quis levá-la para conhecer seu castelo, porém, a "Pequeno Lírio" não podia, pois estava prometida á outro.

O jovem príncipe, desolado e triste, ficou indeciso, angustiado. Não podia acreditar que a única vez que a felicidade que lhe faltava estava próxima, já iria perder sem mesmo ter.

Mas, ele viu nos olhos da bela jovem que ela não estava feliz com a situação, e que queria poder fugir com ele. O povo da aldeia os tentou afastar, mas, seu sentimento era tão grande, que tiveram de lutar por este amor proibido.

Ele foi desafiado pelo prometido dela, mas, ela não queria que eles duelassem por ela.Porém, por via de costumes, aquele que vencesse ficaria com a amada. O prometido tinha um bom porte físico, força descomunal, enquanto o jovem príncipe apenas tinha como armas seu canto e sua poesia.

A jovem resolveu lhe dar o pequeno lírio dourado, como prova de seu amor, para dar sorte. Ele guardou próximo ao seu coração, e foi á luta por sua amada.

Apesar de não ser forte, e apanhar bastante, sua vontade e seu sentimento eram mais fortes que ele, e continuou em pé, até que o oponente caísse cansado! No final desta luta, não precisou desferir golpe algum, e acabou sendo o único a continuar de pé!

Agora juntos, o jovem príncipe transformou a bela jovem em uma princesa, levando para morar consigo em seu castelo ás margens da nascente da cachoeira e sua plantação de cenouras!

E assim aconteceu a lenda do Príncipe da Cenoura da Nascente da Cachoeira e da jovem Pequeno Lírio Nobre do Rio da Aldeia.
FIM

by: Henrique Takimoto Jasa

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Amor ou Paixão - conto 1

Vou lhes dizer... Tem cada coisa na vida que pode acontecer, que dá até medo... Então, vou contar a história de 2 pessoas... Vou nomeá-los "Cezar" e "Gabriela"...

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Eduardo era um garoto solitário... Vivia deprimido, sem auto-estima, sem vontade de viver... A única alegria que ele tinah na vida era justamente sua coleção de relógios... Tinha de todos os tipos... Relógios á prova dágua, relógios de corda, relógios digitais, relógios excêntricos, relógios eróticos, relógios infantis... Nada o separava desta coleção vasta de relógios! Ele não deixava nem sua própria mãe chegar perto!

Ele polia, lustrava, cuidava bem, diariamente de cada relógio, como se fossem parte de seu corpo, de sua saúde.

Certo dia, Cezar conheceu Gabriela. Gabi era uma garota linda, simpática, mas, vivia praticamente um mundo totalmente diferente do dele. Ela tinha muitos amigos, saía bastante, estudava moda e jornalismo, pois havia praticamente traçado seu destino como sendo de jornalista de moda em uma revista famosa que gostava desde criança! Entendia de praticamente TUDO o que estudava, e sabia até a composição química decor e salteado de cada produto, inclusive dos que não gostava!

Sabe-se lá o por quê, mas, ficaram amigos muito íntimos... Cezar e Gabi sáiam bastante, como amigos mesmo... Aonde o namorado e os outros amigos não iam, ele ia com ela, pois ela o chamava sempre!

Inexperadamente, Cezar começa a sentir algo forte em seu peito. Ele estava se apaixonando por sua amiga Gabi. Ele relutava, pois ele era solitário,e  aquilo era fora do comum, chegava a doer fisicamente com muita intensidade seu coração.

Cezar guardou dentro de si um sentimento que foi aumentando, aumentando e aumentando... E falava para si mesmo "Não vou deixar a Gabi saber que eu a amo tanto assim! Ela já tem namorado, e ela merece coisa melhor do que alguém como eu... eu sou pobre, ela é rica, eu não consigo estudar ou arrumar emprego, e ela tem um futuro brilhante, e o namorado dela tem um bom emprego, carro, é bonito, saudável... o que ela iria querer com alguém como eu? Ela jamais o trocaria por um cara insignificante como eu!"

Bom, ele continuou com aquela dor, aquele intenso e puro amor por dentro... Até que, certo dia, por causa deste modo de guardar os sentimentos,e  sempre ter até problemas de faltar ar, ficar sem conseugir respirar direito, pela ansiedade, e tudo mais, ele teve um ataque cardíaco, desmaiou...

Levado ao hospítal, Cezar ficou desacordado por horas... Ao acordar, lá estava Gabi, aos prantos, rezando para que ele melhorasse... Cezar estava muito fraco, mas, memso com os olhos entreabertos,e  ninguém eprcebendo que ele estava acordado, deivdo á falta de força e não poder se mexer, e ouviu que teria poucas horas de vida...

Tudo que ele pensava era em estar ao lado de sua amada, memso que ela jamais soubesse de seus sentimentos... Ele não queria ser um impecílio na vida dela, ainda mais agora, que estava á beira da própria morte...

De repente, Cezar começou a sentir que seu corpo estava sumindo no ar, virando pó... Era sua hora de morrer...

Gabi, sentindo o pulso enfraquecer de Cezar, ao ver que não havia mais ninguém no quarto do hospital, deu um selinho nos lábios de Cezar, e abraçou forte ele, dizendo, chorando muito: "Por favor, não se vá... EU te amo tanto, e só esperava um sinal de que você gostasse de mim também... Fica comigo!"

Cezar queria ficar, mas, sua vida estava no fim, e não havia mais forças em seu corpo ou em sua alma, afinal, tantos anos que sofreu sozinho, não queria ter de passar todo seu sofrimento á outra pessoa, ainda mais á quem ele amava...

Cezar não teve jeito, e acabou morrendo nos braços de Gabi.

Em seu enterro, na sala do velório, fora decorado o ambiente justamente com seus relógios de coleção, mas, não tdoos, apenas os favoritos, na ordem em que ele sempre deixava... Atrás de cada relógio, estava uma letra, um sinal, uma vírgula... Os relógios ficaram de costas para a parede,e, de longe,m dava para se ler melhor o que era dito:

"Eu sempre te amarei, Gabi, não importa aonde eu esteja! Desculpe por tudo; Cezar."

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Retorno de PikaPau!

Você acharam que ele estava morto...
Vocês pensavam que ele estava destruído e enterrado...
Todos achavam que ele estava no além-túmulo...

MAS, ELE ESTÁ DE VOLTA!

E vai matar quem o "matou"! O_O

Sono Mortal

SONO MORTAL
por: Henrique Takimoto Jasa

Quando o sono não vier, e nada mais você puder fazer;
Quando a vida estiver monótona e não houver meios de fugir desta situação;
Quando você perder a noção de realidade e ficção;
Quando sua mente lhe pregar peças, lembre-se:
Você pode estar sendo vítima de um SONO MORTAL!


sábado, 17 de outubro de 2009

Abrir mão ou não...


Todas as manhãs, é a mesma coisa... Abrir os olhos, virar pro lado, querer ficar mais 5 minutos na cama, sentir o frio no pé, o calor na cabeça, e me levantar...

Nunca que eu imaginaria que um dia aquilo fosse mudar. Não que eu não quisesse, mas, há certas mudanças que, realmente, não dá para gostar, quando drásticas demais...

Tudo começou em um fatícido dia... Estava eu, caminhando e assoviando, com as mãos nos bolsos da bermuda azul-marinho, com o bolso esquerdo rasgado ao fundo, e não havia rumo, ou horário. Estava eu, perdido em meus pensamentos, caminhando sem parar, dando voltas pela cidade.

Não tem muita explicação para quando algo sobrenatural vem e nos acontece. Este foi um destes momentos inexplicáveis. Aonde eu encontraria palavras para descrever algo assim, tão... Ok, não tenho MESMO palavras que indiquem o que há de sentimentos para este momento! Nem ao menos poderia dizer se é sentimento bom ou ruim. O que vi, pode ter mudado minha vida para sempre!

Santa Ifigênia, em um dia comum, em plenas 3 horas da tarde. Dentre as lojas de eletrônicos, havia uma pequena e singela loja, meio escondida, com um vendedor simpático, porém, de olhar misterioso. Nada se entendia, parecia que estava falando LATIM. Não entendo nada de latim, a não ser aquelas velhas frases engraçadas utilizadas em séries de terror e ficção, como se valessem mesmo para algo. Resolvi comprar um celular novo, baratinho, mas, estava sem grana. O vendedor, de modo duvidoso, chegou e me puxou para dizer em voz baixa:

- "O que você precisa, não tem por aqui. Sei que está com muito tempo livre, então, venha comigo ao depósito, que eu lhe mostro o que procura!"

PEnsei comigo mesmo "Esse negócio não está me cheirando bem". Tudo bem, pode ser que eu apenas tenha sentido o cheiro do mendigo que gritava palavras sobre Deus e frases sem sentido na porta da galeria ao lado da pequena loja escondida, mas, ainda assim, algo estava errado.

Algo dentro de mim me fez realmente seguir, mesmo que desconfiado, aquele vendedor. Chegando ao depósito escuro, na rua ao lado, uma pequena viela aonde não se via uma única alma viva, nem se ouviam sons, me senti em um episódio de "Além da Imaginação". Quem me dera fosse simplesmente um "episódio", e não a minha própria vida mesmo.

Chegando ao tal depósito, percebi que o ar estava diferente. Era quente, rarefeito, meio úmido e cheio de pó. Tentei segurar a tosse e os espirros com uma força sobre-humana. Ao chegarmos ás caixas de papelão, antes de abrí-las, ele se virou para mim, e perguntou: "Você abriria mão de algo, caso uma troca fosse necessária?"

Para mim, esta pergunta era uma coisa tão banal. Imaginava que seria uma troca de celular por celular, ou mesmo a troca de grana por um celular não registrado. Tanta gente compra mercadoria roubada, por ser mais barata, eu não seria o primeiro, nem o último, e muito menos seria preso por algo tão pequeno! Lógico que no impulso, respondi que sim!

De dentro da caixa, um celular simples, compacto, saía, lacrado, com cara de novo. Perguntei o preço, mas, o vendedor continuava apenas mostrando, e dizendo "igual a este, jamais encontrará novamente!". Não entendi o que ele quis dizer na hora, pois já havia visto um modelo parecido, mas, com menos funções do que o que ele havia mostrado.

Dizem que, fazer negócios assim, podem acabar tendo problemas de comprar gato por lebre... O seria outro ditado? Posso estar me confundindo, mas, resolvi levar o tal celular. O preço? Bem, o cara sumiu, como se nunca estivesse por ali.

Nem me liguei na hora, mas, depois vi que havia uma pequena marquinha, quase imperceptível, no canto inferior direital, o do celular, da telinha. Algo parecido com uma bolinha com chifres, ou pode ser apenas um risquinho mesmo. Na hora, não dei importância mesmo, afinal, ele estava funcionando mesmo!

Ao primeiro uso, som perfeito como não havia ouvido antes. Ao finalizar a ligação, um BIP toca. Olho para a tela, e lá diz: "faltam apenas 9 ligações". Me surpreendi. Faltavam 9 ligações para acontecer O QUÊ
? A dúvida ficou pairando sobre minha cabeça.

Resolvi fazer minha segunda ligação, mas, ninguém atendia. Ok, talvez não houvesse ninguém na casa na hora. Mas, com isso, ao desistir da ligação, tocou outro BIP e mais uma mensagem: "Faltam apenas 8 ligações".

Minha preocupação aumentava. Faltavam aquele número de ligações PARA QUÊ
? O que iria acontecer, após as ligações restantes? A curiosidade aumentava, em progressão geométrica áo medo!

Em minha terceira ligação, liguei para meu chefe, que estava para pegar um avião. Além de desejar boa viagem, iria lhe pedir uma lembrança da viagem. O vôo ocorreu no horario exato, tudo nos conformes. Após desligar, novamente outra mensagem de "Faltam apenas 7 ligações".

Á medida que eu ia precisando falar com alguém, os numeros baixavam. Quando fiz a nona ligação, foi justamente porque eu recebi o recado de que todas as pessoas para quem liguei, tiveram problemas, ou acidentes, ou de saúde, e foram parar no memso hospital. Na décima ligação, foi par ao hospital, pra entender o que estava acontecendo. Quando a enfermeira que atendeu estava para me dizer algo sobre o ocorrido, gritos, e de repente, o telefone ficou mudo!

Tive medo de olhar quando bipou novamente. A curiosidade era grande, mas, sempre que eu ligava e olhava, algo ruim acontecia. Fiquei pensando comigo mesmo: "É só um mau dia, tudo vai melhorar!". Meus olhos estavam incontroláveis. Eu estava suando frio, precisava saber o que iria acontecer...

Lentamente, fui virando a cabeça e o olhar em direção ao celular... Me deparo com a primeira mensagem diferente das anteriores: "Vamos fazer a troca agora
? O pagamento pelo celular, e pelas almas de seus amigos e entes queridos pela sua alma!"

O nervosismo tomou conta de mim. Entrei em estado de choque. E hoje, estou aqui, amarrado á esta cadeira de rodas, enfaixado e com camisa de força, acusado de terrorismo e exposão de uma bomba no hospital central.

Não sei o que houve, só sei que não sinto mais minha alma em meu corpo como antes... Não a sinto...

ass: Unna Bamba

Dudjinka


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PORTA CURTAS - Festival do Rio 2009