quarta-feira, 3 de março de 2010

Um Amor Proibido!

Era uma vez, um príncipe. ele vivia em seu belo castelo, isolado do resto do mundo, em um lugar lindo, com flora e fauna bem diversa! Seu castelo  ficava em frente á nascente de uma cachoeira. Nesta nascente, havia uma plantação de cenouras.

Este jovem príncipe tinha força e poder para fazer tudo que quisesse, porém, a única coisa que ele queria era alguém pra compartilhar tudo o que ele tinha.

Ele gostava de caminhar e conhecer cada vez mais adentro da mata á sua volta, para se proteger de prováveis perigos, e reconhecer como a palma das mãos cada área que pudesse estar decorando!

Gostava de viver uma vida intensa, galopar, se exercitar! Bem ao melhor estilo que alguém poderia sonhar em viver! Comia do bom e do melhor, era inteligente, rápido, esperto, sagaz! Seu brilho era tão forte que ofuscava o brilho das estrelas, quando sorria e cantava!

Mas, para ele, a felicidade não era total. Ele se sentia muito sozinho, mesmo com todos os animais, bichos da floresta, as flores, as belezas naturais! De nada servia sua voz ecoar saudando a natureza, ou seus olhos contemplarem a magia de cada dia e noite que se via. Seu coração estava vazio e triste.

Ele sonhava com algo que achava impossível. Em seus sonhos, via uma imagem que jamais havia visto quando acordado, mesmo em todas as suas minusciosas buscas pelas matas e florestas. Em busca daquela imagem, da qual não conseguia explicar ou descrever, adoeceu, e em meio á delírios, resolveu se pôr a procurar mais adiante, e não descansaria até encontrar este, que agora seria seu objetivo de vida!

Em meio á sua procura, após dias de cansaço e tristeza, quase não tendo mais coragem de continuar, suas forças se esgotando, enfraquecido, desmaia e despenca de uma das cachoeiras nascidas de sua nascente em frente á seu castelo.

Seu corpo, muito fraco, porém ainda vivo, vagou boiando entre rios, até ser encontrado por uma jovem moradora de uma aldeia. Esta aldeia sim, escondida, com uma população razoável, em que todos respeitam e amam a natureza, á  ponto de darem á seus filhos nomes de partes da natureza. Esta jovem, que se sentia isolada, resolveu cuidar de sua febre, até que pudesse acordar e voltar a viver.

Ela vivia em sua moradia cuidando das ervas medicinais que seriam entregues aos curandeiros das aldeias próximas após tratadas. Ela se utilizou de algumas destas ervas para fazer melhorar o desfalecido príncipe.

Quando finalmente o jovem príncipe acordou, seus olhos ainda embaçados demoravam a enxergam o que tinha á sua frente. Quando a imagem teve foco, ele viu a jovem que o salvou. Achou que havia morrido e chegado ao céu! A jovem deu um sorriso ao ver que ele estava melhorando, e lhe ofereceu um chá de camomila, pois isso o acalmaria, pelo calor do momento.

Ele se apaixonou á primeira vista! Ele nunca havia visto tamanha beleza em lugar algum da natureza! Olhando para ela, veio á sua cabeça a imagem que ele tanto procurava, e que não sabia descrever!

Ao olhar atentamente para o braço da jovem, viu um lírio dourado amarrado á uma cordinha fina tirada de um cipó. Era a imagem que ele tanto procurava e não sabia descrever! Ele perguntou o que era aquela majestosa imagem que ele tanto sonhara.

Ela respondeu que aquele era um lírio. E ela o carregava porque seu nome viera daquele lirio de cor especial!
Seu nome era "Pequeno Lírio Nobre do Rio da Aldeia".

Maravilhado, quis levá-la para conhecer seu castelo, porém, a "Pequeno Lírio" não podia, pois estava prometida á outro.

O jovem príncipe, desolado e triste, ficou indeciso, angustiado. Não podia acreditar que a única vez que a felicidade que lhe faltava estava próxima, já iria perder sem mesmo ter.

Mas, ele viu nos olhos da bela jovem que ela não estava feliz com a situação, e que queria poder fugir com ele. O povo da aldeia os tentou afastar, mas, seu sentimento era tão grande, que tiveram de lutar por este amor proibido.

Ele foi desafiado pelo prometido dela, mas, ela não queria que eles duelassem por ela.Porém, por via de costumes, aquele que vencesse ficaria com a amada. O prometido tinha um bom porte físico, força descomunal, enquanto o jovem príncipe apenas tinha como armas seu canto e sua poesia.

A jovem resolveu lhe dar o pequeno lírio dourado, como prova de seu amor, para dar sorte. Ele guardou próximo ao seu coração, e foi á luta por sua amada.

Apesar de não ser forte, e apanhar bastante, sua vontade e seu sentimento eram mais fortes que ele, e continuou em pé, até que o oponente caísse cansado! No final desta luta, não precisou desferir golpe algum, e acabou sendo o único a continuar de pé!

Agora juntos, o jovem príncipe transformou a bela jovem em uma princesa, levando para morar consigo em seu castelo ás margens da nascente da cachoeira e sua plantação de cenouras!

E assim aconteceu a lenda do Príncipe da Cenoura da Nascente da Cachoeira e da jovem Pequeno Lírio Nobre do Rio da Aldeia.
FIM

by: Henrique Takimoto Jasa

Um comentário:

ConradU disse...

Eu gostei dessa história.
Simples, bonita...
Eu gosto de românce, pouco, mas gosto.

Escreva mais algumas.

Dudjinka

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PORTA CURTAS - Festival do Rio 2009